O que falta proteger quando a empresa acha que já tem backup?
O Microsoft 365 protege contra falha da infraestrutura dele, não contra o que mais acontece: alguém apagar, alguém sobrescrever, uma conta ser invadida ou um item expirar da lixeira. Backup de Microsoft 365 é cópia separada, com retenção definida pela empresa, e ela não vem no plano.
É uma das confusões mais caras que encontramos, porque só aparece no dia em que alguém precisa de um e-mail de dois anos atrás. A nuvem é confiável para o que promete: ela não perde os seus dados por falha de equipamento. O que ela não faz é protegê-los de você — e a maior parte das perdas reais vem daí.
O que o serviço realmente protege
É importante reconhecer o que está coberto, para não superproteger o que já está seguro:
- Falha de equipamento, de disco e de datacenter do provedor. Isso está resolvido, e bem resolvido.
- Réplica entre locais, para o serviço continuar disponível.
- Lixeira com prazo, que resolve o arrependimento de curto prazo.
- Histórico de versões de arquivo, também com limite.
Tudo isso é útil e tem prazo. Prazo é exatamente o ponto em que a proteção acaba.
O que fica descoberto
E é aqui que acontecem as perdas que atendemos:
- Exclusão que ninguém percebeu. Pasta apagada em janeiro, notada em maio. Quando se procura, o prazo da lixeira já venceu.
- Sobrescrita silenciosa. Alguém salva por cima da planilha, o histórico de versões guarda um número limitado e, meses depois, todas as versões guardadas já são da versão errada.
- Conta invadida. Quem entra costuma apagar e-mails e criar regras de encaminhamento. Recuperar o conteúdo depois do prazo da lixeira é impossível sem cópia própria.
- Desligamento. Licença liberada, conta excluída, e o conteúdo entra em prazo de remoção definitivo.
- Criptografia por invasor. Arquivo criptografado no computador sincroniza a versão criptografada para a nuvem.
- Exigência de guardar por mais tempo do que o serviço retém, por política da própria empresa ou por contrato com cliente.
O que precisa entrar no backup
Se a empresa usa a plataforma de verdade, quatro conjuntos importam:
- Caixas de e-mail, incluindo itens enviados, calendário e contatos.
- Áreas compartilhadas de arquivo, com o histórico das versões.
- Áreas pessoais, ao menos das funções que produzem documento de valor para a empresa.
- Conversas e arquivos de equipe, quando decisões e documentos circulam por ali — e circulam.
Com três definições que a empresa precisa tomar: por quanto tempo guardar, com que frequência copiar e onde a cópia fica — de preferência separada da conta que ela protege.
Como saber se a empresa está coberta hoje
Quatro perguntas que resolvem a dúvida em cinco minutos:
- Se alguém apagar uma pasta hoje e ninguém perceber por seis meses, dá para recuperar?
- Se a conta do financeiro for invadida e os e-mails apagados, existe cópia fora da conta?
- Quando um funcionário sai, o que acontece com o conteúdo dele, e por quanto tempo?
- Alguém já restaurou alguma coisa desse backup, ou a resposta é 'está tudo na nuvem'?
Se qualquer resposta for incerta, a empresa não está coberta — está confiando que não vai precisar.
Como isso fica no contrato mensal
Backup de serviço em nuvem entra na mesma rotina do backup do servidor: cópia rodando, alerta quando falha, retenção conforme o que a empresa definiu e teste de restauração periódico, com o resultado no relatório. A licença da ferramenta é da empresa; a operação e a verificação ficam conosco. Veja Backup gerenciado e os planos de suporte mensal.