O que muda entre o roteador da operadora e um firewall?
O roteador da operadora conecta a empresa à internet e faz um bloqueio básico do que chega de fora. O que ele não faz é enxergar o que sai, separar redes, controlar acesso por pessoa, registrar o que aconteceu e permitir acesso remoto seguro — e é isso que caracteriza um firewall.
A pergunta costuma vir assim: já tenho o aparelho da operadora, preciso mesmo de um firewall? A resposta depende do que a empresa espera de proteção. O roteador da operadora faz bem o trabalho dele, que é entregar internet. O problema é achar que entregar internet e proteger a rede são a mesma função.
O que o roteador da operadora faz
Sendo justo com o equipamento, ele entrega:
- Conexão com a internet e distribuição do endereçamento na rede interna.
- Um bloqueio básico do que chega de fora sem ter sido solicitado de dentro.
- Rede sem fio, com senha.
- Encaminhamento de porta, quando alguém pede — e é justamente aí que começam muitos problemas.
Para uma casa, isso resolve. O ponto é que a empresa tem perguntas que esse aparelho não consegue responder.
O que ele não faz, e a empresa precisa
As lacunas que aparecem no dia do problema:
- Não enxerga o que sai. Máquina infectada conversando com o exterior passa sem nenhum aviso.
- Não separa redes. Visitante, câmera, equipamento de produção e o servidor ficam todos no mesmo lugar, um enxergando o outro.
- Não controla por pessoa ou por grupo. Todo mundo tem o mesmo acesso a tudo.
- Não registra nada de forma útil. Depois de um incidente, não há como reconstruir o que aconteceu.
- Não oferece acesso remoto seguro. A saída improvisada é abrir porta para a internet, que é o caminho de entrada mais explorado.
- Não avisa. Sem alerta, o problema é descoberto pelo sintoma.
- Não é atualizado por ninguém. Aparelho de operadora costuma ficar anos com a mesma versão.
Quando a empresa realmente precisa de firewall
Não é sempre, e vale dizer:
- Existe servidor ou sistema interno que precisa ser acessado de fora.
- Há equipe em home office acessando recursos da empresa.
- Existe filial, e as unidades precisam se enxergar.
- A empresa tem visitantes ou clientes usando o sem fio.
- Há câmeras, relógio de ponto ou equipamento de produção na rede.
- A empresa lida com dado sensível de cliente e precisa controlar e registrar acesso.
- Já houve incidente, ou existe exigência contratual de cliente ou auditoria.
Empresa pequena, sem servidor, sem acesso externo e sem equipamento na rede além dos computadores, pode viver bem com o roteador — desde que a rede sem fio esteja com senha forte e o aparelho, atualizado.
O erro mais caro: abrir porta para a internet
É a saída improvisada mais comum e a que mais gera incidente:
Alguém precisa acessar o sistema de casa; a solução rápida é encaminhar uma porta do roteador direto para o servidor. A partir daí, esse serviço fica exposto a toda a internet, sendo varrido continuamente por quem procura exatamente isso.
A alternativa correta é VPN: um túnel em que a pessoa se identifica antes de enxergar qualquer coisa da rede interna. Com verificação em duas etapas, e com acesso limitado ao que aquela pessoa precisa — não à rede inteira.
Se hoje existe porta aberta para acesso remoto na sua empresa, esse é o item que merece atenção antes de qualquer outro desta lista.
Como isso fica no contrato mensal
Firewall é equipamento gerenciado, não comprado e esquecido: regra revisada, firmware atualizado, VPN com contas que acompanham entrada e saída de pessoas, alerta configurado e registro guardado. No contrato mensal isso é rotina. Não vendemos o equipamento: especificamos, a empresa compra e a operação fica conosco. Veja Firewall e VPN gerenciados e os planos de suporte mensal.