O que define quanto custa um contrato de suporte de TI?
O que define quanto custa um contrato de suporte de TI é o tamanho do que vai ser cuidado: quantos computadores, se existe servidor, se existe firewall e quanto atendimento presencial o ambiente exige. Proposta fechada sem olhar esses pontos é chute, e chute em contrato mensal aparece depois como serviço que não estava incluso.
É a primeira pergunta de quase toda conversa, e a resposta honesta incomoda um pouco: depende — mas depende de coisas concretas, que dá para listar e que a empresa consegue responder em poucos minutos. Este texto explica o que entra nessa conta, para a conversa sobre preço começar do lugar certo.
O que define o valor
Quatro fatores explicam a maior parte da diferença entre uma proposta e outra:
- Quantidade de computadores e usuários. É a base do cálculo, porque define o volume de chamado e de manutenção.
- Existência de servidor. Servidor muda o contrato de categoria: entra monitoramento, backup, atualização com janela e responsabilidade sobre parada.
- Existência de firewall e de rede gerenciada. Ambiente com equipamento gerenciável exige acompanhamento e entrega mais em troca.
- Necessidade de presença. Empresa que resolve quase tudo remotamente custa diferente de empresa com balcão, caixa ou produção, onde alguém precisa estar lá.
Os valores de referência e a calculadora estão na página de planos. A proposta final é sempre validada depois da verificação do ambiente, porque é nela que aparece o que a conversa não mostrou.
O que costuma estar incluso
Varia por plano, mas a lógica é a mesma: o que é rotina previsível entra no mensal.
- Atendimento aos chamados do dia a dia, remoto e presencial conforme o plano.
- Monitoramento do ambiente, com alerta antes de a equipe reclamar.
- Gestão do backup e teste de restauração.
- Gestão de contas, acessos e do parque de máquinas.
- Atualização de sistema e de segurança em janela combinada.
- Inventário e documentação do ambiente, mantidos atualizados.
- Relatório do que foi feito no período.
O que não está incluso, e por que
Ser explícito aqui evita a discussão mais desagradável que existe em contrato de serviço:
- Equipamento, peça e licença. Não vendemos equipamento. Especificamos o que o ambiente pede e a compra é da empresa, que fica dona do que comprou.
- Projeto de infraestrutura. Cabeamento novo, mudança de endereço, obra e reestruturação de rede são projeto com escopo e prazo próprios.
- Migração grande. Trocar servidor, migrar para nuvem ou mudar plataforma de e-mail é trabalho de projeto, não rotina mensal.
- Desenvolvimento de sistema. E o suporte ao fornecedor do sistema da empresa: fazemos a ponte com ele, mas a responsabilidade pelo produto é de quem o vende.
- Assistência técnica de equipamento doméstico ou pessoal. O atendimento é para empresas.
Por que a proposta exige verificação
Porque o que a empresa descreve e o que o ambiente tem raramente batem, e a diferença sempre aparece:
- A contagem de máquinas costuma esquecer as do depósito, da recepção e a que ficou na sala de reunião.
- Quase sempre existe um servidor antigo que ninguém citou porque 'só roda uma coisa'.
- O backup que todo mundo acredita que roda é, com frequência, o que ninguém restaurou nos últimos anos.
- Sistema fora de suporte muda o risco, e risco não declarado na proposta vira conflito depois.
A verificação não é formalidade comercial: é o que permite escrever um contrato que se sustenta no segundo mês.
Como isso fica no contrato mensal
O contrato mensal existe para transformar custo imprevisível em custo fixo, com o que é rotina coberto e o que é projeto orçado à parte. Os valores de referência e a calculadora estão na página de planos, e a proposta é fechada depois de olhar o ambiente. Veja Contrato de suporte mensal e os planos de suporte mensal.