O que acontece nos primeiros 30 dias de contrato?
Nos primeiros 30 dias de um contrato de suporte de TI, o trabalho não é atender chamado: é levantar o ambiente, assumir os acessos, colocar o monitoramento de pé e verificar o backup. É a fase que define se o resto do contrato vai ser rotina ou improviso.
Quem nunca teve contrato costuma imaginar que ele começa com alguém sentado esperando o telefone tocar. Não é assim que funciona, e não deveria ser: no primeiro mês, a maior parte do esforço vai para descobrir o que a empresa tem, tomar posse dos acessos e ligar o que avisa quando algo dá errado. Chamado a gente atende desde o primeiro dia; o que muda a vida da empresa é o que é feito em paralelo.
Semana 1: inventário e acessos
Nada pode ser gerenciado antes de ser conhecido. A primeira semana é isso:
- Levantamento do parque: cada computador, servidor, switch, firewall, ponto de acesso, nobreak e impressora de rede, com o que roda em cada um.
- Levantamento de contas e serviços: e-mail, sistemas, portais, domínio, e quem tem acesso a quê.
- Transferência dos acessos administrativos para um cofre de senhas, com registro. Este é o item que mais muda a posição da empresa: ela passa a ser dona dos próprios acessos.
- Mapeamento do que é crítico: o que, se parar, para a empresa junto.
É comum encontrar nessa semana coisas que ninguém sabia: um servidor esquecido ligado, acesso ativo de um fornecedor antigo, uma conta de alguém que saiu há anos.
Semana 2: monitoramento e backup
Com o mapa pronto, entra o que avisa antes:
- Monitoramento instalado no que é crítico: disco, serviços, saúde do armazenamento, energia.
- Verificação do backup — não do relatório dele, mas de uma restauração de teste. É onde aparece a surpresa mais desagradável, e é melhor que apareça agora.
- Conferência de antivírus e de atualização em todas as máquinas, incluindo as que ninguém lembrava.
- Levantamento das datas de fim de suporte do que está instalado.
Ao fim dessa semana já existe uma lista de riscos reais, com evidência, e não uma opinião sobre o ambiente.
Semana 3: correções de base e canal de atendimento
Agora dá para arrumar o que é barato e evita chamado:
- Correções rápidas: atualização pendente, espaço em disco, exceção de antivírus errada, DNS apontando para o lugar errado.
- Padronização do básico nas estações, para que máquina nenhuma seja um caso único.
- Canal de chamado combinado e divulgado para a equipe, com o que informar ao abrir.
- Documentação começando a existir: rede, servidores, sistemas, contatos de fornecedor.
Semana 4: plano e primeiro relatório
O primeiro mês termina com duas entregas:
- O plano do que precisa ser feito, separado em três colunas: o que já foi corrigido, o que entra na rotina mensal, e o que é projeto e precisa de orçamento próprio — porque contrato mensal não cobre obra, migração grande nem compra de equipamento.
- O primeiro relatório: o que foi encontrado, o que foi feito, o que está monitorado e quais riscos seguem abertos.
O que a empresa precisa fornecer para isso andar: acesso ao ambiente, uma pessoa de referência para decidir, e janela para as intervenções que não podem ser feitas no meio do expediente. Sem esses três, o primeiro mês escorrega para o segundo.
Como isso fica no contrato mensal
A partir do segundo mês o trabalho vira ciclo: chamados atendidos, monitoramento acompanhado, backup testado, atualizações em janela, inventário e documentação mantidos, e relatório no fim do período. O que foi levantado na implantação é o que dá sentido a esse ciclo. Veja Contrato de suporte mensal e os planos de suporte mensal.