Quando a empresa precisa mesmo de um segundo link de internet?
Um segundo link de internet só entrega redundância se três condições forem atendidas: operadoras diferentes, caminhos físicos diferentes e um equipamento que troque de link automaticamente. Faltando qualquer uma, a empresa paga por dois links e para junto do mesmo jeito.
A conversa sobre segundo link de internet costuma começar depois de uma queda longa. A intuição é contratar outro link e pronto. Só que dois links da mesma operadora, entrando pelo mesmo poste, caem juntos — e a empresa descobre isso justamente no dia em que contava com a redundância.
Quando a redundância se paga
A conta é simples: quanto custa uma hora parada, multiplicado pelas horas de queda que a empresa teve no ano.
- A operação depende de sistema em nuvem ou de emissão de nota para faturar.
- Existe atendimento a cliente que não pode esperar: balcão, agendamento, pronto atendimento, logística.
- Há home office ou filial dependendo do acesso à matriz.
- Pagamento com cartão ou integração com banco passa pela internet.
- O histórico do ano mostra quedas com frequência ou duração relevantes.
Se a empresa consegue trabalhar meio dia sem internet sem prejuízo mensurável, provavelmente há investimentos com retorno melhor antes deste.
As três condições para funcionar de verdade
Sem as três, não é redundância — é custo dobrado:
- Operadoras diferentes. Dois links da mesma empresa compartilham infraestrutura e caem juntos com frequência.
- Caminhos físicos diferentes. Ideal que uma seja fibra e a outra chegue por outro meio, como rádio ou conexão móvel. Dois cabos no mesmo poste caem com o mesmo caminhão.
- Equipamento que troca sozinho. Firewall com dois links monitora a saúde de cada um e muda automaticamente. Sem isso, alguém precisa perceber a queda e trocar o cabo à mão — e isso sempre acontece na hora errada.
Os detalhes que definem o resultado
A troca automática funciona melhor ou pior dependendo destes pontos:
- Como a queda é detectada. Verificar se o cabo está conectado não basta: o cabo pode estar conectado e a operadora, fora. A verificação precisa ser de conectividade real, testando destinos externos.
- O que acontece com as conexões em andamento. Na troca, sessões abertas caem e precisam ser refeitas. Chamada de voz e transferência grande sentem; navegação e e-mail se recuperam sozinhos.
- Acesso remoto e VPN. Se alguém acessa a empresa de fora, o endereço muda na troca. Isso precisa ser previsto, ou o acesso externo não volta sozinho.
- Franquia do link de reserva. Conexão móvel com franquia pequena acaba no meio da contingência.
- Prioridade durante a contingência. Se o link reserva é menor, vale limitar o que consome banda enquanto ele estiver ativo.
- Alerta de queda. Sem aviso, a empresa opera semanas no link reserva sem saber, e descobre quando ele também cai.
Alternativas quando o segundo link não se justifica
Nem toda empresa precisa, e há meios-termos úteis:
- Conexão móvel de reserva, ativada manualmente, para os sistemas essenciais.
- Nobreak adequado, porque boa parte do que parece queda de internet é queda de energia derrubando o equipamento de rede.
- Procedimento escrito do que fazer quando a internet cai: o que continua funcionando, o que espera, quem avisa quem.
- Sistema com modo de operação local para o que não pode parar, quando o fornecedor oferece isso.
Como isso fica no contrato mensal
Redundância que ninguém monitora é redundância que não existe: o link reserva precisa ser testado, e a empresa precisa ser avisada quando está operando nele. No contrato mensal, os dois links são monitorados, a troca é testada periodicamente e a queda aparece como alerta, não como reclamação. Veja Firewall e VPN gerenciados e os planos de suporte mensal.