O que a empresa tem de TI, de verdade?
Inventário de TI não é a lista de equipamentos: é o registro do que a empresa tem, onde está, quem usa, o que roda dentro e até quando aquilo tem suporte. Sem ele, nenhuma outra rotina de TI funciona — não dá para monitorar, atualizar, orçar nem encerrar acessos do que não se sabe que existe.
A primeira pergunta de toda verificação de ambiente é quantas máquinas a empresa tem. A resposta quase nunca está certa. Costumam faltar a do depósito, a da recepção, o notebook que alguém levou para casa e um servidor antigo que 'só roda uma coisa'. Um inventário de TI existe para que essa pergunta tenha resposta, e para que ela continue certa daqui a seis meses.
O que precisa estar registrado
Equipamento é só a primeira coluna. O inventário útil registra:
- Identificação e localização: qual máquina, onde fica, quem usa.
- Configuração: processador, memória, tipo e tamanho do disco. É o que permite decidir troca por dado, e não por reclamação.
- Sistema operacional e versão, com a data em que o suporte termina.
- Programas instalados e licenças, incluindo o que está instalado e ninguém usa.
- Data de compra e garantia, que definem a posição da máquina no ciclo de vida.
- Rede: switch, pontos de acesso, firewall, nobreak, impressora de rede, e como estão ligados.
- Serviços contratados: licenças em nuvem, domínio, hospedagem, links de internet, com renovação e responsável.
Por que ele sustenta todo o resto
Cada rotina de TI depende dele, e é por isso que ele vem primeiro:
- Monitoramento: não se monitora o que não se sabe que existe.
- Atualização: sem a lista de versões, não há como saber o que está fora de suporte.
- Segurança: máquina esquecida e desatualizada é a porta preferida.
- Orçamento: troca planejada exige saber a idade e a configuração do parque.
- Desligamento: encerrar acessos exige saber a quais sistemas a pessoa tinha acesso.
- Seguro e auditoria: qualquer um dos dois começa pedindo a relação de ativos.
O que costuma aparecer no primeiro levantamento
Pelo que encontramos em campo, quase sempre há surpresa:
- Máquinas a mais que ninguém contava — depósito, recepção, sala de reunião, e a que ficou guardada 'de reserva'.
- Um servidor antigo ligado, rodando um serviço que alguém ainda usa.
- Licenças pagas para gente que saiu da empresa.
- Programa instalado sem licença, o que é risco jurídico e financeiro.
- Equipamento fora de garantia e fora de suporte rodando função crítica.
- Serviço contratado que ninguém sabe para que serve, debitando todo mês.
- Notebook em posse de alguém que não trabalha mais ali.
Como manter vivo, que é a parte difícil
Inventário feito uma vez é foto; o que serve é filme:
- Prefira levantamento automático ao manual. Agente instalado nas máquinas atualiza configuração e programas sozinho; planilha depende de alguém lembrar.
- Ligue o inventário ao processo de entrada e saída de pessoas, que é quando o parque muda.
- Registre a movimentação de equipamento: quem levou o quê, quando, e para onde.
- Revise periodicamente o que o levantamento automático não alcança — switch, nobreak, contrato de serviço, licença.
- Guarde em lugar acessível a mais de uma pessoa, e não na máquina de quem cuida disso.
Planilha funciona para começar. O que não funciona é planilha que depende de alguém lembrar de atualizar depois de cada mudança.
Como isso fica no contrato mensal
O inventário é a primeira entrega da implantação e um item permanente do contrato mensal: agente nas máquinas mantendo a configuração atualizada, movimentação registrada, licenças e datas de fim de suporte acompanhadas, e o relatório mostrando o que precisa de decisão — troca, renovação ou desativação. Veja Contrato de suporte mensal e os planos de suporte mensal.